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Agência, freelancer ou time interno: como decidir sem se arrepender

Decisão

Agência, freelancer ou time interno: como decidir sem se arrepender

Cada formato falha de um jeito previsível. Se você souber qual falha aceita, a escolha fica óbvia — e não tem nada a ver com qual é o mais barato.

7 min de leitura

A pergunta costuma ser feita como comparação de preço, e é aí que ela erra. Os três formatos custam parecido quando você soma tudo. O que muda é o tipo de risco que você assume.

Freelancer

Costuma ser o mais barato por hora e o mais rápido de começar. Falha por descontinuidade: adoeceu, viajou, arrumou um cliente maior — e o seu trabalho para. Também tende a executar bem e decidir pouco, porque não foi contratado pra decidir.

Funciona bem quando você já sabe o que quer e precisa de mão pra executar. Funciona mal quando você precisa de direção.

Time interno

É o que dá mais domínio do negócio: alguém que senta na sua empresa entende o produto de um jeito que ninguém de fora entende. Falha por isolamento e por custo fixo. Uma pessoa sozinha internamente costuma ficar sem referência externa, repetir o que já fez e envelhecer rápido.

Some ao salário: encargos, equipamento, ferramenta, e o fato de que uma pessoa só raramente domina estratégia, design, vídeo e medição ao mesmo tempo.

Empresa contratada

Traz método e mais de uma cabeça. Falha por distância do seu negócio e por diluição — o risco clássico é ser vendido pelo melhor comunicador da casa e atendido por um estagiário que você nunca viu.

  • Pergunte quem executa, nominalmente, antes de assinar.
  • Pergunte quantos clientes a mesma pessoa atende.
  • Peça pra falar com quem vai tocar a sua conta, não com quem vende.

O critério que decide de verdade

Não é preço. É onde está a cadeira de quem decide. Se ninguém consegue dizer, numa frase, o que a sua empresa quer que aconteça, com quem, e como vocês vão saber que aconteceu, então essa cadeira está vazia — e nesse caso qualquer um dos três formatos vai executar bem uma direção que não existe.

Essa cadeira não precisa ser sua. O que não pode é ela ficar vazia — porque aí quem decide é quem estiver com o celular na mão.

A concessão: o formato híbrido costuma ser o melhor e quase nunca é apresentado. Alguém de dentro que conhece o negócio e produz o material bruto, com direção e produção de fora. Sai mais barato que time completo e mais consistente que freelancer sozinho.

Antes de ir

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