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Medição

As 4 métricas que importam pro dono (e as que só servem pra relatório bonito)

O aplicativo entrega de graça justamente os números que não decidem nada. Os que decidem, você tem que anotar — e dá pra fazer numa planilha de duas colunas.

6 min de leitura

Existe um motivo prático pra tanta empresa medir a coisa errada: curtida, alcance e seguidor aparecem sozinhos na tela. O que importa não aparece — precisa ser registrado por alguém. E o que não é registrado não é decidido.

As que enganam

  • Curtida: mede simpatia, não intenção de compra.
  • Alcance: mede quantas pessoas viram, não quantas precisavam de você.
  • Seguidores: mede audiência, não fila de espera.
  • Impressões: mede repetição, e sobe até quando a mesma pessoa vê cinco vezes.
  • Taxa de engajamento: útil pra quem vende publicidade, quase inútil pra quem vende serviço caro.
  • Melhor horário pra postar: otimiza minutos quando o problema é o conteúdo.

As 4 que decidem

  1. 01

    Origem do contato

    Pergunte “como você chegou até a gente?” em toda conversa nova e anote. É a métrica mais valiosa do seu negócio e a mais fácil de coletar. Sem ela, todo o resto é palpite.

  2. 02

    Conversas qualificadas por mês

    Não é todo direct. É quem tem o problema que você resolve, na região que você atende, com condição de contratar. Conte só essas.

  3. 03

    Taxa de fechamento

    De cada dez conversas qualificadas, quantas viram cliente. Se esse número cai enquanto o volume sobe, o marketing está trazendo gente errada — e mais volume vai piorar.

  4. 04

    Ticket médio por origem

    Cliente que vem de indicação costuma fechar mais caro que cliente que vem de anúncio. Saber isso muda onde você investe.

Como medir sem ferramenta

Uma planilha com data, nome, origem, se era qualificado e se fechou. Cinco colunas. Trinta dias disso te contam mais sobre o seu marketing do que o painel do aplicativo conta em um ano — porque o painel mede a tela, e a planilha mede o caixa.

A concessão: os números da tela não são inúteis. Eles medem atenção, e atenção é o começo de tudo. O erro não é olhar pra eles — é decidir por eles.

E um aviso sobre comparação: desconfie de qualquer número de referência do tipo “o normal é X%”. Esses valores mudam por setor, por região e por ticket, e a maioria dos que circulam não tem fonte rastreável. A única referência que serve é o seu próprio mês passado.

Antes de ir

A gente lê o seu perfil de graça e aponta o que dá pra ver de fora — você aprende, contrate ou não.

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